Mercado de Analytics e BI estima crescimento de 5,2% em 2016


De acordo com as últimas previsões do instituto de pesquisas e consultoria Gartner, o mercado mundial de Business Intelligence e Analytics (BI&A) espera atingir US$ 16,9 bilhões em 2016, representando um crescimento de 5,2% em relação a 2015. De acordo com o instituto de pesquisas, este crescimento está diretamente ligado à uma mudança no cenário do mercado de TI, pautada pela transição de ferramentas baseadas em relatórios para uma abordagem de autoatendimento.


Segundo o vice-presidente de gestão do Instituto Gartner, Ian Bertram, as plataformas modernas de BI e Analytics surgiram para atender estes novos requisitos organizacionais, oferecendo ao cliente uma visão analítica mais profunda, além de mais acessibilidade e agilidade. “A diferença mais significativa entre as plataformas modernas de BI e Analytics, comparada a um relatório de TI centralizado tradicional, é a quantidade de modelagem inicial exigida, além das habilidades necessárias para construir um conteúdo analítico”, afirma Bertram.


Segundo relatório do Instituto Gartner, previsão é de que o mercado mundial atinja quase US$ 17 bilhões neste ano


Desta forma, o Gartner identifica que as novas plataformas estão transformando a utilização de recursos de dados para geração de informações, promovendo uma verdadeira democratização da tecnologia, uma vez o uso do Analytics se se tornou cada vez mais estratégico e fundamental para as empresas. “As organizações devem fazer a transição para as plataformas de BI modernas, que são fáceis de usar, rápidas e ágeis, para assim criar valor de negócios a partir de uma percepção mais profunda de diversas fontes de dados”, afirma Bertram


Mas, para obter o benefício integral do uso destas plataformas, o instituto adverte que é preciso uma mudança de mentalidade no mercado e dos profissionais: segundo Bertram, os líderes organizacionais devem repensar a maioria dos aspectos de suas atuais implementações de análises. “Os diretores de marketing não podem mais ser apenas especialistas na criação de marcas e publicação de anúncios. Eles também devem ser especialistas em análise de clientes. O mesmo é válido para os chefes de Recursos Humanos, da cadeira de suprimentos e dos altos cargos financeiros na maioria das indústrias”, conclui o executivo.

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